O matagal mediterrânico, apesar de vulgarmente considerado sem utilidade, constitui um ecossistema com valor ecológico, social e cultural. De um modo geral, o matagal mediterrânico consiste numa forma degradada do bosque mediterrânico de outrora, mas, surpreendentemente, revela-se muito rico em biodiversidade, acolhendo um número apreciável de espécies florísticas e faunísticas.

 

FLORA

Algumas das plantas do matagal da Quinta dos Patudos são arbustos perenifólios como o carrasco (Quercus coccifera), o lentisco (Pistacia lentiscus), a roselha-grande (Cistus albidus), o sargaço (Cistus monspeliensis), o espinheiro-preto (Rhamnus lyciodes), o trovisco (Daphne gnidium) e o zambujeiro (Olea europaea var. sylvestris). Plantas aromáticas como o tomilho-alvadio-do-Algarve (Thymus mastichina) e o rosmaninho (Lavandula stoechas) também marcam a sua presença no matagal.

Pela beleza das suas flores, destacam-se ainda a cebola-albarrã-do-Perú (Scilla peruviana), as medicinais fel-da-terra (Centaurium erythraea ssp. erythraea), fumária (Fumaria officinalis) e aristolóquia (Aristolochia baetica), as orquídeas silvestres erva-vespa (Ophrys lutea), serapião-de-língua-pequena (Serapias parviflora) e erva-abelha (Ophrys speculum spp. speculum), e a endémica cravinho-bravo (Dianthus broteri).

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FAUNA

O matagal mediterrânico abriga inúmeras espécies animais. De entre os répteis, destaca-se a lagartixa-do-mato (Psammodromus algirus);  nos mamíferos, o coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus) e a raposa (Vulpes vulpes); nas aves, o melro-preto (Turdus merula) e o chapim-real (Parus major); nos insetos, a acobreada (Lycaena phlaeas), o gafanhoto-de-asas-azuis (Oedipoda caerulescens), as abelhas e as formigas. Para além de plantas e animais, o matagal abriga várias espécies de fungos e líquenes, igualmente importantes na dinâmica deste ecossistema.

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A revisão cientifica deste texto teve a colaboração da associação ARocha Portugal.

 

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